I'm addicted to colours socks…
(O melhor do frio é usar umas meias pirili e ficar bem quentinha :P)
Creo que te amo
cariño
xuxu denguinho xuxu denguinho
Creo que adoro tus pies tus unhas
tus dientes
mañana no tengo pachorra pra ti
mas hoy
Creo que te amo (hoy)
a volatilidade do “Amor”
De quem é esta morte encenada em caixão? De onde vem esta febre fria que me sela a boca? Luto para fugir desta caixa onde me expõem e me lamentam. Se ao menos soubessem rezar. Pai Nosso, eu não quero já o céu. Aos vivos, incomoda-os o cheiro dos mortos. Por isso o sufocam em flores, incenso, velas, tudo o que possa manter esse cheiro longe do corpo concreto, ainda carne, ainda quente. No lugar do morto, é o medo que enjoa e entontece. O medo que os vivos têm de mim, agora, do futuro que lhes anuncio, vestida para enterrar. Esse medo cria ondas de calor, ondas enevoadas, que a luz das velas, a baba dos sussurros amplia.
Inês Pedrosa – “Fazes-me falta”
...And Reality Hurts
I'm feeling so tired
And never-ending seem to be this way
Someone stole the fire
The only light in this painful way
This is the sound of misery
Sometimes the life looks so scary
Looking for desire during the whole life time
The world turned to fire
Please open your eyes
The time slowly whispers my unspoken words
The heart’s still beating and reality hurts
The old wound still bleeding
And my mind still suffocates the pain
I cannot stop my feelings
Expendable is the last word to say
This is the sound of misery
Sometimes the life looks so scary
Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo,
eu sei
Ainda assim,
escrevo
Mia Couto
A princesa que não quis ser salva
Pelo príncipe que lhe calhou
Subiu as tranças,
Mas o bom rapaz
Escalou a torre com as garras afiadas
E disse,
Não tenho medo de caras feias.
Não tens medo da minha cara feia?

Choram
As escuras no frio do quarto onde o silêncio e os pensamentos as levam a viagem profunda do seu ser...
Na revolução de sentimentos que transportam que não entendem e que querem desmembrar...
Em carros que conduzem velozmente na pressa de chegar a lado nenhum...
Quando afastam propositadamente quem lhe faz bem...
Quando a sua essência lhe pede...
Sentindo que perderam a guerra contra as lágrimas
que teimam em sair, de tanto tempo enjauladas na alma...
Choram porque têm que chorar...